Será que somos realmente Inovadores?

Já vivenciamos “quadros” de crise, recessão e até de mudança… Mas e o “quadro” da inovação? Será que lhe estamos a dar a devida importância?

De acordo com Vannevar Bush (1947) se perdermos a nossa ciência e tecnologia perderemos o controlo do nosso destino, hoje esta é uma verdade tanto a nível macroeconómico como a nível organizacional.

No seu livro, Innovation Nation, John Kao alerta para o facto de que se perdermos a vantagem competitiva proveniente da nossa capacidade de inovação, poderemos ter de enfrentar implicações profundas ao nível de prosperidade e sucesso a longo prazo.

À semelhança do que no passado aconteceu nos EUA, ao nível da inovação Portugal apresenta um desempenho que fica muito aquém do cenário ideal.

Hoje vivemos num país endividado e a precisar de dinheiro, onde cada vez menos jovens seguem uma carreira ligada à ciência e investigação, em que os melhores talentos não chegam às nossas organizações (pois muitos a optar por abandonar o país em busca de mais e melhores oportunidades), o nosso sistema de educação e de R&D apresenta um nível significativo de erosão, os países à nossa volta têm vindo a consolidar a sua posição num número crescente de campos científicos e, no entanto, ninguém se parece importar.

O quadro da inovação na política nacional tem sido notável pela sua ausência. De facto, ouvimos cada vez mais frequentes (e tediosos) pedidos de mudança, mas fica no esquecimento que a mudança é impulsionada pela inovação, esta sim é a fonte do progresso!

A Mudança tem de acontecer sobre algo ou então será nada mais do que uma novidade passageira. Isto é, se a mudança é a resposta que procuramos, qual é a pergunta? No fundo, procuramos uma multiplicidade de mudanças que deverão ser impulsionadas pela capacidade de inovação e suportadas por uma ideia convincente – que levará, em última instância, à transformação da nossa sociedade e organizações. Caso contrário, a mudança é apenas isso… Mudança…

Os líderes corporativos mais experientes sabem bem a mudança é galvanizada na presença de um conjunto de grandes ideias que definem o eixo sobre o qual devemos focar os esforços de inovação para que esta seja impulsionada. Precisamos de ter uma noção clara de para onde estamos a ir, se quisermos chegar a um destino com sucesso.

John Kao apresenta três hipóteses sobre o porquê de não ouvirmos falar mais sobre inovação:

  1. É difícil de definir. A maioria das pessoas ainda tem bastante dificuldade em fazer a distinção entre criatividade e inovação, quanto mais definir o papel do empreendedorismo na inovação. Muitos decisores políticos cometerão o erro elementar de equiparar a inovação à ciência e à alta tecnologia, quando, na verdade, esta tem a ver com uma matriz mais ampla de modelos de negócios e inovação de processos que pode ser impulsionada pelo design e pelas artes.
  2. É difícil falar sobre o tema.Se não conseguimos definir o conceito, como podemos esperar ter uma conversa significativa acerca de inovação?
  3. Não temos a narrativa nacional correta para a inovação. Isto leva-nos ao cerne da questão. Falar sobre inovação parece um pouco com falar de medicina preventiva: sabemos que é importante, mas nunca parece alcançar o nível máximo de prioridade. Por outro lado, se sentirmos uma dor no peito é hora de ligar para o 112. Kao chama a esta situação de Silent Sputnik. Ao contrário do Sputnik original que em 1957 galvanizou os EUA com a sua primeira iniciativa nacional de inovação, a nossa situação atual carece de urgência e, portanto, não é de surpreender que não se tomem as medidas necessárias no que diz respeito ao “quadro” da inovação.

Se a agenda é inovação ou mudança – esta deve começar no topo. Não existe uma empresa que tenha conseguido um esforço de mudança ou inovação em larga escala sem envolvimento do CEO. Quer saber como impulsionar a mudança na sua organização e tirar o maior partido possível dos esforços de inovação?

As circunstâncias profissionais deram a John Kao um passe para os bastidores que lhe permitiu ver como é que a inovação realmente acontece à volta do mundo, este hoje dedica-se a partilhar esse conhecimento de forma a contribuir para o desenvolvimento das nossas empresas e estará em Portugal nos dias 4 e 5 de Dezembro, em Lisboa e no Porto, para um seminário exclusivo subordinado ao tema Corporate Innovation and Disruptive Tecnologies. A sua organização está preparada para liderar num mundo digital? Do que espera para vir aprender com o melhor?

Saiba mais em: https://www.johnkaoseminario.com/

 

foto autor

 

Ana Gandrita

Vantagem+

Directora de Marketing e Comunicação Institucional

Assessora da Direcção Geral

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