O Papel da Formação Profissional no Sucesso Organizacional

A formação Profissional continua a ser encarada, no ponto de vista de algumas organizações, de uma forma simplista, como um custo. Contudo, vários estudos demonstram, cabalmente, que a formação é crucial na criação de vantagens competitivas!

Não é por acaso, que os países com níveis de qualificação elevados da mão-de-obra são mais ricos e capazes de criar e suster vantagens competitivas, para além de serem flexíveis na adaptação à mudança e, consequentemente, mais capazes de reagir eficazmente em momentos de crise.

Neste sentido, a vantagem da formação profissional não é aumentar directamente o lucro, pois dificilmente se conseguirá observar o mesmo devido ao processo de formação, mas sim aumentar a produtividade das equipas.

Dar formação profissional aos colaboradores é sinónimo de desenvolvimento de competências, que se concretizam na capacidade de executar maior carga de trabalho e de diferente natureza, no menor tempo possível e com maior eficácia. E isto é ganhar dinheiro! No final das contas, trata-se de dotar as empresas das competências necessárias para conseguirem aumentar os seus índices de rentabilidade, qualidade e crescimento.

Mas, para que a formação profissional possa contribuir positivamente para o sucesso organizacional é necessário conhecer bem a organização e saber claramente quais os resultados pretendidos com a formação. Deste modo, ao programar uma formação a primeira pergunta que nos devemos fazer é:

O que devem os participantes saber fazer (por oposição a compreender ou conhecer) no final da formação? E esta questão leva a 3 outras, não menos importantes:

  • O que vou ensinar?
  • Como vou ensinar?
  • Como os vou motivar para continuarem a aprender e aplicarem o que aprendem no dia-a-dia?

As respostas a estas questões representam as 3 categorias fulcrais para o sucesso da formação profissional: Conhecimento, Competência e Atitude. De facto, para uma formação ser eficaz e produzir resultados há que investir nas 3 vertentes.

Deixamos 4 Dicas simples para que a formação profissional contribua eficazmente para o desenvolvimento e sucesso organizacional:

  1. Os programas de formação profissional devem ter por base a estratégia empresarial

O formador deve ter a possibilidade de conhecer bem a empresa, seus valores, objectivos, estratégias… etc, de modo a que todos os cursos de formação profissional que são programados estejam alinhados com a estratégia e objectivos da empresa. Só deste modo, a formação será relevante para aquele trabalhador daquela empresa. Só deste modo se poderá pensar em obter uma melhoria efectiva através da formação.

  1. Devem ser identificados critérios para definir o sucesso da formação

O sucesso da formação deve ser medido através de diferentes critérios. Os programas de formação devem resultar num retorno sobre o investimento, quer a curto quer a longo prazo. Deste modo deve ser sempre possível ver claramente em que é que a iniciativa de formação vai gerar resultados positivos para a empresa e ajudar a mesma a alcançar os seus objectivos.

  1. A Formação profissional deve recorrer a métodos de ensino activos

A aprendizagem deve ser feita tendo em conta a estimulação do crescimento e autonomia de cada individuo. Neste sentido, a formação deve ter um cariz prático acentuado, trabalhando-se os temas através da análise de casos, debates, questionários, simulações, jogos, atribuição de tarefas, entre outros. A formação meramente expositiva já não tem cabimento a este nível uma vez que não produz resultados e não consegue índices de motivação tão elevados como as metodologias andragógicas. Os formandos retêm mais quando podem recorrer à sua própria experiencia, quando debatem os temas ou quando têm a possibilidade de simular experiências (praticar).

  1. Deve aprender-se fazendo e deve ser estabelecida uma responsabilidade partilhada

Os melhores programas de formação devem ser desenhados, em conjunto, pelo trabalhador e formador. Estes são os programas que permitem aos funcionários maximizar o seu potencial através de uma formação individual e à (sua) medida. Nestes casos, é solicitado aos trabalhadores que identifiquem as suas necessidades de formação, criando os seus planos de aprendizagem. Ao procurarem oportunidades de aprendizagem os funcionários são encorajados a assumir a responsabilidade por aprender e, posteriormente, por aplicar o que aprendem no seu local de trabalho. Aprendendo a fazer e praticando os funcionários tornam-se mais eficientes e contribuem mais para o sucesso organizacional.

Em suma, as empresas não podem continuar passivas relativamente ao desenvolvimento do seu capital humano porque o custo de não desenvolver ou perder talento é bem mais elevado do que o custo de desenvolver competências nos recursos existentes, por via da formação profissional.

Descobrir, desenvolver e reter talento na empresa deixou de ser um mero desafio para os Recursos Humanos e passou a ser uma prioridade estratégica organizacional.

 filomena-nogueira

Filomena Nogueira

Coordenadora Pedagógica, Vantagem+

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